quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Faixas muito Baixas: a constante escolha do caminho errado.


Primeiro que tudo, há que esclarecer o ponto de vista de quem escreve: não sou contra as claques. O conceito é bom, a ideia é bonita e o efeito, na maioria das vezes, é uma externalidade positiva no valor do espectáculo. Tanto ao vivo como na televisão. No entanto, como tanta coisa na vida (vide o exemplo da política), uma ideia que na teoria tem tudo para dar certo, na prática é uma desgraça.

A ideia que se tem de uma claque, que o comum dos mortais tem, não é das melhores. E a culpa é total e exclusivamente das próprias. Repare-se nos petardos no estádio da Luz: apesar de todos os avisos do speaker, dos assobios que todo o estádio imediatamente presenteia com os seus rebentamentos, a verdade é que não param. A isto chama-se falta de respeito.

Segundo, não me coloquem a direção do Benfica ao barulho. Que eu saiba, é tudo gente adulta que decidiu juntar-se em bando. Para além disso, as claques do Benfica não estão legalizadas (lá saberão as suas motivações), portanto não devem (ou não deveriam) ter o apoio formal do clube. Por outro lado, as claques do outro lado da circular estão legalizadas (portanto, apoiadas pelo SCP, se calhar até lhes pagam as faixas) e até têm como chefe de claque o próprio líder do clube. Que querem mais?

É que, visto assim de fora, parece-me que o Sporting, na pessoa do seu "cheerlíder" Norte-Coreano, instrumentaliza as suas claques para criar desestabilização no seu vizinho que tanta urticária lhes causa. Que fazem as nossas claques? Caem que nem patinhos. Quem sofre? Eu, tu, ele, nós, vós, eles. Pois.

Perdoem-lhes senhor, que eles não sabem o que fazem. Como respondem sempre na mesma moeda, estão sempre a perder a razão. As claques Benfiquistas acabam sempre por entrar no jogo desses outros energúmenos e, claro, saem sempre mal na fotografia. A isto chama-se falta de liderança. Eu chamo falta de inteligência.

Se o malogrado líder dos NN, Jorge Maurício "Gullit", perdeu a vida de forma trágica na estrada, o concidadão adepto do Sporting Rui Mendes foi barbaramente assassinado por um Benfiquista (sem neurónios) perante milhares de pessoas, perante as televisões. Como tantos outros, tive que ir processando aquelas imagens que nos iam sendo transmitidas, não querendo acreditar no que estava a ver. Não são situações comparáveis. Não. Aquilo não é o nosso Benfica, aquilo não é nada.

Segundo o "Correio da manhã", o que despoletou a faixa foi uma t-shirt criada dias antes por uns quantos anormais da Juve Leo, onde se refere, de forma abjeta, a morte de "Gullit" (à direita).

Em vez de os expor ao ridículo, usando essa imagem reles e desprezível em seu -nosso- favor de uma forma inteligente, o que fazem? 
Respondem de uma forma Neandertal num jogo de Futsal, usando uma tarja totalmente ofensiva e nojenta. Pior, na imagem captada, aparece a sigla SLB bem como o nosso KING em segundo plano, como se o pobre Homem alguma vez quisesse estar associado a algo deste género. Um ano depois da sua morte, Eusébio não merecia isto. É de chorar por saber que existe tanta falta de neurónio. 

(Tirando os mentecaptos que escreveram a tarja, mais alguém que ache piada?)

Não. Isto não é o nosso Benfica, Isto não é nada.


Claro está que a resposta do outro lado não se fez esperar. Claro está que os autores da T-shirt são capazes de tudo e mais qualquer coisa. Claro está que se passam o tempo todo do jogo com cânticos anti-Benfica (na televisão, no pré-jogo, ouviu-se claramente o "SLB SLB SLB, filhos da #&#$, SLB", cântico típico naquela casa), insultar faz parte do seu ADN.

Então, e depois? Só me ofende quem eu quero. Em vez disso, rio-me. Com comiseração. É deixá-los cantar. Quanto mais o fazem, mais pequenos se transformam. Quanto mais os ignoramos, maiores ficamos. Será difícil de perceber esta lógica, raios? 

Faixas como as que foram colocadas, a desrespeitar o King, a desrespeitar quem morreu na estrada e no estádio, é próprio de gente sem respeito, de pessoas que não sabem o que é a paixão por alguém ou por algo como um clube. É próprio de gente que não tem ídolos, que não respeita a sua memória, que acha que uma claque é um veículo para os seus transtornos emocionais. É de gente que evoca os cinco violinos, mas não consegue dizer todos os seus nomes. Tal e qual como os três reis magos: sabemos quantos são, mas às vezes falha um dos seus nomes porque são meras figuras decorativas, sem qualquer personalidade.

Isto é o Sporting. Mas isto não é nosso Benfica. Isto não é nada.

"Há pessoas que se dedicam à claque e gastam muitas horas, para aparecer meia dúzia de otários de vez em quando a estragar tudo. Não sejas um deles; canta! Apoia o teu clube! Participa..." - Jorge Maurício "Gullit". 

Nunca uma frase fez tanto sentido.
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