segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Boavista: O antes, o intermédiário e o depois

    Que melhor podia o Boavista desejar do que, voltando à primeira divisão, estrear o seu sinteticado novo (para a relva é relvado, portanto...) e ter como ilustre convidado o Campeão Nacional? Bom, podia ter ganhado o jogo é verdade, mas caramba, não exageremos nos desejos. 

Os axadrezados são daquelas equipas que apesar de não terem estado anos a fio na 1ª divisão, estão sempre presentes em espírito. Sempre que víamos uma sarrafada das boas, pensávamos logo: "Esta foi à Boavista"; se era uma chico-espertice na área: "Tem a escola toda do Boavista"; uma molhada à volta do árbitro? O pensamento era automático: "É mesmo à FCPorto, irra!". Pois, há coisas que não mudam, por mais que se apaguem os vídeos do Youtube.


Mas ontem já não foi preciso usar da memória. Vimos novamente em acção essa génese do emblema, essa forma aguerrida, digamos que bastante... físicóagressivarroçaraviolência que os jogadores dessa agremiação colocam em cada lance. Foi constante a nostalgia que senti durante o jogo todo. Repare-se que até no aquecimento se transpira mística boavisteira. O Manuel do Laço é que a sabe toda.


Por falar em nostalgia e recordações, quem não se lembra desse mítico jogador do Boavista que na década de noventa espalhava perfume futebolístico pelos relvados deste Portugal fora?

Aquele jogador que, reza a lenda, se tinha oferecido ao Benfica e que tinha sido recusado devido ao seu peculiar nome? Bobó. Era esse o seu nome de guerra. Isso mesmo, Bobó. Bó...bó. Já me estou a rir, enquanto digo esta palavra para mim, dentro da minha cabeça. Ah, bons velhos tempos. 

É curioso constatar que, passados vinte anos, existe no plantel boavisteiro um outro jogador com nome parecido, neste caso Bobô. Parecido, mas não igual. É caso para dizer que as imitações são sempre piores que o original. 


No fundo, é um pouco como o que se passou ontem: relvado sintético a imitar o original; jogadores rufias sem a verdadeira "mística" à là Pauliteiros de Miranda de antigamente; jogadores novos com nomes que invocam os anteriores, mas sem metade da qualidade. O Manuel do Laço é o mesmo, valha-nos isso. E o(s) Loureiro(s) também, para mal dos nossos pecados. "Dá-me um irreal, um imaginário…dá-me um irreal" -Irreal Social de Ban. O João Loureiro estaria a pressagiar?

O nome do clube é o mesmo, mas já não é a mesma coisa.


P.S. Para quem não sabe, o vocalista dos Ban era João Loureiro, filho de Valentim, o "Major". 



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